Cidades

PRESIDENTE DO TRE-MS

Desembargadora é afastada por ajudar filho suspeito de tráfico

CNJ aprovou abertura de processo disciplinar contra a desembargadora

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, na tarde de hoje, a abertura de processo disciplinar contra a desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges, presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). Desta forma, a corregedoria pediu o afastamento cautelar de Tânia da presidência do TRE e das funções de desembargadora.

A assessoria do Tribunal Regional Eleitoral disse que o órgão não foi oficialmente informado sobre a decisão e só irá se pronunciar após o comunicado oficial do CNJ. 

Ela foi denunciada por usar carro oficial e escolta para buscar o filho Breno Fernando Solon Borges, acusado de tráfico de drogas e posse ilegal de arma fogo, no presídio de Três Lagoas, e interná-lo em clínica psiquiátrica.

O processo da desembargadora está sob relatoria do corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins.

O CNJ é um órgão de controle disciplinar responsável por avaliar a conduta de magistrados. O conselho pode aplicar e rever penas disciplinares contra juízes. Dentre as punições estão a aposentadoria compulsória e demissão, consideradas as mais grave. Antes disso, tem também, advertência, censura, remoção compulsória, disponibilidade. 

ARQUIVAMENTO DO CASO

Em junho deste ano, a 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul arquivou, por unanimidade, a ação de improbidade administrativa contra a desembargadora Tânia no processo que investiga o uso  de carro oficial e escolta em benefício do filho dela.

A ação havia sido proposta pelos promotores de Justiça Adriano Lobo Viana de Resende , Marcos Alex Vera de Oliveira e Humberto Lapa Ferri para reparação dos prejuízos aos cofres públicos, além da determinação de perda de função da desembargadora. Na ação, foi solicitada a devolução do dinheiro da diária de um policial e do combustível do carro, além de pagamento de multa de 100 vezes sobre o salário dela, equivalente a R$ 3 milhões.

O juiz  David De Oliveira Gomes Filho,  da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande aceitou processar a desembargadora, mas, ela recorreu ao Tribunal de Justiça e a ação foi arquivada.

A reportagem do Correio do Estado tentou contato, por telefone, com o advogado da desembargadora para obter detalhes sobre o processo disciplinar, mas a ligação não foi atendida. 

OUTRA POLÊMICA

Ainda em junho, o nome da desembargadora esteve envolvido em outro caso. Um cheque de R$ 165 mil, entregue pela magistrada a um policial envolvido na máfia dos cigarreiros, foi encontrado nas investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) durante a operação Oiketicus.

A lâmina foi entregue ao tenente-coronel da PM/MS, Admilson Cristaldo Barbosa, preso em 16 de maio, após denúncia de corrupção, lavagem de dinheiro e associação na organização criminosa.

Na ocasião, o advogado da magistrada, André Borges, explicou que, o motivo do cheque constar na investigação referia-se exclusivamente ao fato de um relacionamento comercial, no qual foi negociado um veículo e o cheque foi apresentado como garantia.

O FILHO

Tânia é acusada de usar viatura descaracterizada da Polícia Civil junto de agente penitenciário e delegado de polícia para ir a Três Lagoas soltar o filho. Segundo os promotores, não havia habeas corpus. O filho da desembargadora, Breno Fernando Solon Borges, 38,  foi preso em abril de 2017 por tráficos de droga e armas. 

* Colaboraram Yarima Mecchi e Maressa Mendonça.

CORUMBÁ

Cidade Branca fecha 'pacotão' para privatização dos profissionais da Saúde

Divididos entre montates de até 4.380 horas, os valores unitários de 125 reais pela hora médica podem render um total estimado entre R$273.750,00 e R$547.500,00

18/06/2026 13h01

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No "coração" do Pantanal, município distante 427 quilômetros da Capital do MS publicou contratos para prestação de serviços plantões médicos, na rede de urgência e emergência Reprodução/Divulgação/PMC

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Credenciamentos para a contratação de pessoa jurídica para prestação de serviços plantões médicos, voltados para atender a rede de urgência e emergência (RUE) do município de Corumbá, chamaram atenção nesta quinta-feira (18) graças a série de publicações feitas em Diário Oficial.

Ainda em fevereiro deste ano o Executivo da Cidade Branca, através da respectiva Secretaria Municipal de Saúde, abriu esse credenciamento para pessoas jurídicas interessadas na prestação de serviços médicos na Rede de Urgência e Emergência (RUE) corumbaense.

Este edital prevê a contratação de plantonistas para atuação em: 

  • Pronto-Socorro Municipal de Corumbá,
  • Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e
  • Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

De acordo com a Prefeitura de Corumbá, o intuito por trás do chamamento público é justamente ampliar e garantir a cobertura médica. A ideia é alcançar maior agilidade no atendimento à população, principalmente nos períodos de maior demanda. 

Através desta iniciativa, o Executivo de Corumbá pretende, por exemplo, reduzir filas de espera e assegurar assistência em um tempo oportuno nos plantões de qualquer um dos três turnos (matutino, vespertino e noturno), desde segunda até domingo. 

Uma vez inscritos, esses profissionais ficam credenciados por um prazo de cinco anos, sendo remunerados com o valor estimado de R$125,00 pela hora médica, como consta na tabela presente no termo de referência lançado junto do edital. 

Conforme o edital, os credenciamentos foram abertos para as qualidade de:

  1. microempresa;
  2. empresa de pequeno porte e 
  3. microempreendedor individual. 

Divididos entre os montantes de 2.190 e 4.380 horas, os valores unitários de 125 reais podem render um total estimado entre R$273.750,00 e R$547.500,00. 

"Durante todo o período de vigência, o credenciamento permanecerá aberto, com o edital disponível em sítio eletrônico oficial, de modo a permitir o cadastramento permanente de novos interessados", complementa o texto de divulgação oficial. A entrega de documentos deve ser feita de forma presencial na sede da Secretaria Executiva de Licitações e Contratações, localizada no prédio da Prefeitura Municipal de Corumbá.

 

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MATO GROSSO DO SUL

PF mira 4 membros de quadrilha especializada em tráfico interestadual

Apreensão de cocaína feita em Presidente Prudente (SP) há mais de um ano foi estopim da investigação que determina agora mandados de prisão temporária e busca e apreensão

18/06/2026 12h29

apreensão de cocaína em Presidente Prudente (SP) foi o estopim que ajudou as investigações a desenharem a teia criminosa que mostrou ter raízes em Mato Grosso do Sul.

apreensão de cocaína em Presidente Prudente (SP) foi o estopim que ajudou as investigações a desenharem a teia criminosa que mostrou ter raízes em Mato Grosso do Sul. Reprodução/Divulgação

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Através da chamada "Operação Bonanza", agentes da Polícia Federal cumpriram na manhã desta quinta-feira (18) quatro mandados de prisão temporária mirando membros de uma quadrilha especializada na prática de tráfico interestadual. 

Conforme divulgado pela PF em nota, Mato Grosso do Sul amanheceu debaixo da mira dos agentes federais com a Operação Bonanza mais especificamente nos seguintes territórios: 

  • Dourados
  • Rio Brilhante 

Nesses municípios, conhecidos um como Capital do agronegócio e Portal do Mercosul e outro como a "capital estadual do Chamamé", a Polícia Federal cumpriu ainda sete mandados de busca e apreensão. 

Entenda

Ainda segundo repassado pela superintendência regional da Polícia Federal, toda essa investigação teve início com uma apreensão de cocaína feita há mais de um ano na cidade paulista de Presidente Prudente, distante aproximadamente 431 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul. 

Mais especificamente, como repassado pela SRPF-MS ao Correio do Estado, essa apreensão de cocaína em específico aconteceu no dia 25 de abril do ano passado. 

Essa apreensão de cocaína em Presidente Prudente (SP) foi o estopim que ajudou as investigações a desenharem a teia criminosa que mostrou ter raízes em Mato Grosso do Sul. Ainda conforme a PF, as ramificações desta organização criminosa chegaram a estender-se até outros Estados, como por exemplo São Paulo e Paraná. 

Quanto às atividades do esquema criminoso, a quadrilha é apontada como responsável pelo envio de drogas para os mais diversos pontos do território brasileiro. 

Agora, a Polícia Federal espera localizar novos elementos que sirvam de prova para fortalecer a veracidade ou até mesmo refutar algumas das hipóteses criminais. 

Cabe lembrar que as apreensões de substâncias entorpecentes fazem parte do trabalho quase que cotidiano dos agentes federais, servindo tanto como "estopim" de novas investigações como também para já tirar criminosos de circulação. 

Nesta mesma data citada da apreensão de cocaína, por exemplo, os agentes da Polícia Federal levaram três indivíduos bolivianos presos, após esses saírem da rodoviária de Campo Grande com um total de 317 cápsulas de cocaína. 

Todos esses mandados cumpridos nesta quinta-feira (18) foram autorizados por parte da Justiça Federal de Presidente Prudente. 

 

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